Os médicos lotados no pronto-socorro do Hospital Alberto Feitosa Lima, no município de Tauá, estão enfrentando sobrecarga de atendimentos. O hospital conta com apenas três médicos no período diurno e dois para o serviço noturno, os quais são responsáveis por evoluir quase 50 pacientes e dar conta das emergências que surgem.
Além disso, embora o hospital disponha de pediatra, cirurgião e ortopedista, estes profissionais encontram-se em sobreaviso, acarretando situações em que o clínico é obrigado a atender pacientes fora de sua especialidade. Ao ser acionado, o Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou ofício ao secretário de Saúde de Tauá, na última segunda-feira (26), solicitando uma resolução para a situação.
“Quando o paciente é uma criança, o clínico é quem assume o atendimento e precisa solicitar a avaliação do pediatra para que este possa intervir. Em casos de intercorrências com pacientes internados sob responsabilidade do ortopedista e cirurgião, o clínico é chamado para avaliar a situação. Além disso, os clínicos ainda atendem os pacientes encaminhados pela Central de Regulação de Leitos, aumentando ainda mais a carga de trabalho”, explica o presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Max Ventura.
Reforma da UPA
No ofício, o Sindicato dos Médicos também destaca que a reforma em andamento da UPA, estaria ocasionando o direcionamento dos pacientes para o hospital, contribuindo para o aumento da sobrecarga dos médicos. “Ressaltamos que não houve nenhum remanejamento de profissionais para lidar com essa demanda adicional. Recentemente foi registrado mais de 200 atendimentos, evidenciando a gravidade da situação”, completa Dr. Max Ventura.
A entidade informa que tomou conhecimento de que há tentativas de impedir o descanso adequado dos médicos, no qual há gestores que dificultam a possibilidade de troca de horários para garantir o funcionamento ininterrupto do atendimento.
O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso com a categoria e assegura que tomará todas as medidas cabíveis para garantir que os profissionais tenham boas condições de trabalho.
Foto: Matheus Alencar/Repórter do Cariri
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará