Médicos da UPA Canindezinho devem paralisar atendimentos a partir de segunda-feira (04) devido à infestação de pulgas; Sindicato solicita interdição ao CREMEC
As atividades ficarão suspensas até que a situação seja completamente resolvida e garantida condições salubres

Os médicos que atuam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Canindezinho, em Fortaleza, vão paralisar as atividades a partir de segunda-feira (04), caso o problema de infestação de pulgas não seja resolvido em até 72 horas.

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O comunicado de paralisação foi encaminhado ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) e à Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) na noite de hoje. As atividades ficarão suspensas até que a situação seja completamente resolvida e garantida condições salubres de trabalho aos profissionais e de atendimento à população.

Interdição

Ainda nesta sexta-feira, um ofício foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina do Ceará (CREMEC), requerendo uma vistoria in loco com consequente interdição da unidade, devido aos riscos e transmissões de doenças que as picadas de pulgas podem causar aos pacientes e à ética na prática médica.

Irregularidades na assistência médica; infraestrutura e equipamentos deficientes; falta de condições sanitárias e higiênicas; e descumprimentos de normas éticas e legais estão entre as principais razões para a interdição de um estabelecimento de saúde.

Ainda no ofício, o Sindicato dos Médicos ressalta que tomou conhecimento de que o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), responsável pela UPA, solicitou à Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) o fechamento da unidade por três dias, mas o pedido foi rejeitado.

“Diante dessa situação, na qual um estabelecimento de saúde pode estar colocando em risco a saúde e a segurança dos pacientes devido a problemas que envolvem a assistência médica, a infraestrutura e as condições sanitárias, solicitamos urgentemente a devida avaliação e as ações necessárias por parte deste Conselho Regional de Medicina, ou seja, é necessário que haja celeremente uma vistoria e interdição”, afirma Dr. Leonardo Alcântara.

O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso com a categoria e assegura que continuará acompanhando e tomando todas as providências até que as condições adequadas de trabalho sejam garantidas.

Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará  

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