Forquilha: Sindicato aciona CREMEC, Ministério Público e Secretaria Municipal de Saúde sobre ausência de médicos e descaso no Pronto Atendimento 24 horas
A unidade não encontra-se devidamente registrada no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Entidade pede regularização urgente

O Sindicato dos Médicos do Ceará acionou, na última terça-feira (1º), a Secretaria Municipal de Saúde de Forquilha, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (CREMEC) e o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) acerca da situação precária em que encontra-se o serviço de Pronto Atendimento Médico 24 horas do município.

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As irregularidades foram constatadas durante visita de fiscalização às unidades de saúde de Forquilha, no último sábado (29), pelos diretores da entidade Dr. Edmar Fernandes e Dr. Maximiano Ventura. Entre as condições verificadas, a ausência de médicos para o atendimento das 12 horas às 13 horas e das 17 horas às 19 horas, e a falta de registro da unidade no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Ainda na visita, os representantes do Sindicato dos Médicos foram informados que a infraestrutura é inadequada, que falta equipamentos necessários para procedimentos de estabilização e que as camas quebradas comprometem a segurança e o conforto dos pacientes, dificultando a realização de procedimentos. Além disso, a unidade não disponibiliza medicações básicas, como dipirona, soro e ibuprofeno.

Segundo o Departamento Jurídico da entidade, a falta de médicos configura grave omissão da Administração Pública no serviço e pode resultar em incapacidade de atendimento a pacientes críticos e necessitados de estabilização imediata.

Ausência de registro

A situação do Pronto Atendimento de Forquilha torna-se ainda mais grave, pois a unidade não encontra-se devidamente registrada no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), cujo registro é obrigatório e requisito essencial estabelecido pelo Ministério da Saúde.

A ausência do registro pode acarretar uma série de consequências negativas tanto para o estabelecimento de saúde como para a população que busca atendimento. Entre elas, o impedimento de repasse financeiro, a responsabilização penal dos gestores e descredenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme observado durante a visita, devido à precariedade e falta de recursos, os pacientes em situações críticas estão sendo transferidos para Sobral, sem garantia de atendimento. “Essa prática pode expor a população a riscos elevados e ser objeto de questionamentos jurídicos e responsabilização legal”, adverte o diretor Dr. Edmar Fernandes.

Providências

À secretária de Saúde, Eveline Maria Rangel, o Sindicato dos Médicos solicitou, por meio de ofício, que sejam adotadas as medidas corretivas imediatas para garantir a conformidade legal e a adequada prestação de assistência à população local, bem como a regularização do estabelecimento no CNES.

Ao CREMEC, que seja realizada uma fiscalização urgente e assegurada a regularização da unidade. E ao Ministério Público, a entidade pediu uma  apuração rigorosa de possíveis responsabilidades e a adoção de medidas corretivas.

“O Sindicato dos Médicos vai acompanhar essas intervenções de perto. Nosso objetivo é que sejam ofertadas condições mínimas para uma atuação segura da medicina e atendimento de qualidade para a população”, afirmou Dr. Maximiano Ventura.

O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso com a categoria e reitera que está à disposição dos órgãos para colaborar no que for necessário.

Foto: Reprodução/Sobral Online

Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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