O Fórum Nacional: O Futuro da Saúde do Brasil, que aconteceu no Sindicato dos Médicos do Piauí (SIMEPI), na última sexta-feira (21), reuniu representantes de entidades médicas, profissionais da saúde e estudantes, para um grande debate sobre os desafios da Medicina e da formação médica.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará e diretor de ensino da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Dr. Edmar Fernandes, foi convidado para apresentar palestra com o tema “Terceirizações e Contratualizações na Saúde”.
“Minha participação teve como objetivo contribuir com a discussão da precarização do trabalho nos últimos anos, especialmente no contexto das organizações sociais”, destacou Dr. Edmar Fernandes.
Durante a palestra, o presidente do Sindicato dos Médicos também alertou sobre os riscos do modelo de contratação de médicos via Sociedade em Conta de Participação (SCP) para a prestação de serviços na rede pública de saúde. “Considero o modelo SCP prejudicial tanto para estudantes quanto para médicos. No Ceará, conseguimos resultados positivos ao impedir a implementação desse modelo de contrato, e acredito que essa experiência pode servir de referência para outros estados”, disse.

Pré-Fórum
Antes do Fórum Nacional, na última quinta-feira (20), Dr. Edmar Fernandes também se reuniu com os representantes do SIMEPI, estudantes de medicina e participantes do Programa Mais Médicos, para tratar sobre demandas relacionadas ao reajuste da bolsa, ajuda de custo e condições de trabalho.
De acordo com Dr. Edmar Fernandes, os participantes do Programa Mais Médicos demonstraram insatisfação com o valor atual da bolsa, exigindo um reajuste de aproximadamente 50%. Além disso, relataram crescimento em casos de assédio no ambiente de trabalho e reivindicaram a realização da prova de título e modelo de contratação celetista.
Os estudantes de medicina relataram sérias dificuldades na formação acadêmica, principalmente pela falta de campos de prática em hospitais, o que compromete a capacitação adequada. Também demonstraram preocupação em relação a um possível “teste de progresso”, que seria mais um requisito para colar grau ou avançar de período, o que consideram ilegal já que não estava previsto no programa original.
“Nossa reunião antes do Fórum foi muito produtiva. Discutimos assuntos que têm chamado nossa atenção e gerado preocupação com o recebimento de denúncias relacionadas a esses temas. O objetivo do nosso encontro foi de reforçar o diálogo e acolher essas demandas para que possamos levar aos órgãos competentes”, finalizou Dr. Edmar Fernandes.
O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso em defender e buscar soluções que contribuam com a valorização da categoria.
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará