Na última segunda-feira (17), o Sindicato dos Médicos do Ceará foi acionado com a informação de que, por volta das 10h30, teria ocorrido o desabamento de parte de uma estrutura de alvenaria em área da emergência do Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza. Segundo o relato, os fragmentos chegaram a atingir um paciente, mas sem causar ferimentos graves.
Além disso, a denúncia relata preocupação com estruturas localizadas no 8º andar do hospital, também conhecidas como “asas de gaivota” e descritas como elementos de grande porte e peso. Ainda de acordo com as informações, a preocupação com as condições físicas de segurança do hospital já havia sido questionada anteriormente, sem a apresentação de uma solução até o momento.
Diante da situação, o Sindicato dos Médicos enviou ofício ao Conselho Regional de Medicina do Ceará (CREMEC), à Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, à Vigilância Sanitária e ao Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza, requerendo, em caráter de urgência, a realização de inspeção sanitária no IJF, especialmente na área da emergência onde ocorreu o episódio, e uma avaliação das condições de segurança física e ambiental das áreas destinadas à assistência, circulação e permanência de pacientes e trabalhadores.
“Considerando a relevância do IJF, como o maior hospital de urgência e emergência do nosso estado, é de fundamental importância a realização de manutenções preventivas na estrutura. Embora não tenham ocorrido ferimentos graves, o incidente poderia ter causado uma tragédia, dada a frequência de circulação de médicos e outros profissionais na área. Esse evento levanta sérias preocupações sobre os riscos estruturais existentes no hospital e a necessidade urgente de uma avaliação pelos órgãos competentes”, afirma Dr. Edmar Fernandes, presidente do Sindicato dos Médicos.
Providências
A entidade solicita também:
- A verificação se, após a ocorrência, foram adotadas medidas suficientes para eliminar ou controlar eventual risco de novos desprendimentos de materiais ou elementos construtivos;
- Uma avaliação da necessidade de isolamento preventivo, restrição de acesso ou interdição cautelar de setores específicos, caso a inspeção identifique risco incompatível com a utilização segura da área, até a emissão de avaliação técnica conclusiva;
- A apresentação dos laudos técnicos, relatórios de inspeção, documentos de manutenção preventiva e corretiva e demais registros relativos às áreas atingidas ou potencialmente comprometidas pela administração do hospital;
- A adoção das medidas administrativas e sanitárias cabíveis diante das irregularidades eventualmente constatadas e que seja encaminhado ao Sindicato relatório ou informação acerca do resultado da fiscalização e das providências determinadas à unidade hospitalar.
O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso com a categoria e reforça a necessidade de urgência para que a demanda seja tratada.
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará