Salário dos médicos das UPAs Cristo Redentor, Vila Velha e Bom Jardim atrasa novamente; paralisação pode começar em até 72 horas caso os pagamentos não sejam efetuados
O comunicado de paralisação foi enviado na última segunda-feira (17) pelo Sindicato dos Médicos do Ceará à Viva Rio e à Viva Saúde

Médicos que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) administradas pela Viva Rio, localizadas nos bairros Cristo Redentor, Vila Velha e Bom Jardim, em Fortaleza, podem iniciar paralisação caso os pagamentos não sejam efetuados em até 72 horas. O comunicado foi enviado na última segunda-feira (17) pelo Sindicato dos Médicos do Ceará à direção da Viva Rio e da Viva Saúde.

Leia mais: Médicos que atuam nas UPAs geridas pela Viva Rio, em Fortaleza, deliberam paralisação parcial das atividades caso pagamentos não sejam efetuados em até 72h

A paralisação ocorre devido ao atraso nos pagamentos referentes ao mês de julho, que deveriam ter sido realizados até o dia 15 de agosto. Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada em 27 de julho, os profissionais deliberaram que o dia 15 de cada mês seria a data limite para o recebimento de seus honorários.

Caso não haja a comprovação da quitação integral dentro do prazo de 72 horas, a paralisação será iniciada nas respectivas UPAs, mantendo os atendimentos classificados como vermelhos e laranjas. Em relação aos pacientes classificados como amarelos, especialmente no eixo pediátrico, será preservada a autonomia técnica do médico para avaliação individual do risco de agravamento e definição da conduta assistencial.

O Sindicato dos Médicos reitera que eventuais tentativas de ameaça, coação ou retaliação serão formalmente documentadas e encaminhadas aos órgãos competentes. Caso a conduta seja praticada por profissional médico, os fatos poderão ser comunicados ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará para apuração da responsabilidade ética correspondente.

O Sindicato dos Médicos do Ceará aguarda providência urgente e a comprovação formal do pagamento dentro do prazo de 72 horas, a fim de evitar o início da paralisação parcial já deliberada pela categoria.

Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

 

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