O Sindicato dos Médicos do Ceará divulgou, nesta quarta-feira (5), o Devedômetro, ferramenta que reúne os municípios cearenses em débito com os salários dos médicos. Conforme o levantamento, em julho, 11 cidades encerraram o mês com inadimplência: Barro, Capistrano, Cascavel, Frecheirinha, Fortaleza, Iguatu, Maracanaú, Pacatuba, Poranga, São Luís do Curu e Sobral.
O município de Barro entrou na lista após atrasar os pagamentos dos médicos que atuam no Hospital Santo Antônio, referentes ao período de junho. Já Maracanaú retorna ao Devedômetro devido ao atraso nos pagamentos dos meses de abril e maio aos profissionais do Hospital Municipal de Maracanaú – Dr. João Elísio de Holanda.
Além disso, a entidade ressalta que o município de Poranga vem realizando o pagamento de forma parcelada dos débitos referentes ao período de novembro e dezembro de 2024. A cidade será retirada da lista após quitação total das parcelas.
Fortaleza, que no Devedômetro de junho havia sido citada devido aos atrasos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Jangurussu, Edson Queiroz e Itaperi, teve os valores quitados após Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada pelo Sindicato dos Médicos. No entanto, o município permaneceu na lista devido ao atraso no pagamento da contrapartida referente ao mês de junho aos profissionais participantes do programa Mais Médicos.
Devedômetro
A ferramenta Devedômetro, além de contabilizar as prefeituras em débitos com os salários dos profissionais, considera os períodos de atraso e as unidades de saúde.
O Sindicato dos Médicos reforça que os dados publicados refletem as pendências registradas até julho, cobradas de forma administrativa pelo Departamento Jurídico da entidade. Além destes municípios, outros nove ainda enfrentam ações judiciais para efetuarem os pagamentos.
Caso algum município regularize os débitos após a divulgação, a atualização será feita no Devedômetro do mês seguinte.
Municípios com dívidas até julho de 2026
Barro
Local: Hospital Santo Antônio
Período: junho de 2026
Capistrano
Local: Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Nazaré
Período: Novembro e Dezembro de 2024
Cascavel
Local: Unidade de Convivência do Autista (UCA)
Período: Outubro, novembro e dezembro de 2024
Frecheirinha
Local: Hospital Municipal de Frecheirinha
Período: Março de 2026
Fortaleza
Local: Mais Médicos
Período: contrapartida de junho de 2026
Iguatu
Período: Novembro e dezembro de 2024
Maracanaú
Hospital Municipal de Maracanaú – Dr. João Elísio de Holanda
Período: Abril e maio de 2026
Pacatuba
Local: UPA de Pacatuba
Período: Dezembro de 2024
Poranga
Período: Novembro e dezembro de 2024 (pagando em parcelas)
São Luís do Curu
Local: Hospital Municipal Antônio Ribeiro da Silva
Período: Dezembro de 2024
Sobral
Local: UPA Sobral
Período: Novembro e dezembro de 2024 | Março de 2025
Municípios com ações judiciais até junho de 2026
- Acarape: novembro e dezembro de 2020
- Aracati: plantões dos dias 04 e 05 de março de 2019 – UPA
- Catunda: plantões dos dias 06,07,09,13,14,20,21,27,28 de novembro de 2016
- Horizonte: fevereiro de 2023
- Maranguape: dezembro de 2020
- Morada Nova: outubro de 2021
- Mulungu: agosto, setembro e outubro de 2015
- Paramoti: dezembro de 2020
- Pires Ferreira: 2012
Como acionar o Devedômetro
O Sindicato dos Médicos orienta os profissionais a documentarem os plantões para comprovações futuras. Em caso de prejuízos salariais, o médico associado, deve procurar imediatamente a entidade para que as providências sejam tomadas.
O Devedômetro funciona da seguinte forma: o Sindicato é acionado por associados cujas remunerações estão em atraso. Após checar a denúncia, a entidade tenta resolver o problema de forma administrativa, através do seu Departamento Jurídico. Esgotadas as negociações no âmbito administrativo, são tomadas as medidas judiciais cabíveis para assegurar o pagamento. A divulgação refere-se sempre aos débitos do mês anterior.
A ferramenta, criada em 2017 para divulgar a lista de municípios com ações judiciais para pagar salários dos médicos, agora contabiliza os municípios que possuem dívidas atuais, ainda cobradas de forma administrativa.
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará