Durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada pelo Sindicato dos Médicos do Ceará, na última segunda-feira (27), os médicos atuantes no SOPAI deliberaram pela deflagração de paralisação coletiva em razão da ausência de regularização dos pagamentos devidos. O comunicado de paralisação foi enviado pela entidade à direção do SOPAI na última quarta-feira (28), destacando que as atividades serão interrompidas logo após 72 horas do recebimento do ofício, caso não seja realizado o pagamento integral do saldo de maio dentro desse prazo.
O Sindicato dos Médicos ressalta que, havendo a paralisação, serão preservados os atendimentos indispensáveis e inadiáveis, especialmente aqueles cuja interrupção possa representar perigo iminente à vida, à saúde ou à segurança dos pacientes. A paralisação permanecerá enquanto não houver solução concreta para o inadimplemento.
Na assembleia, os médicos relataram que receberam apenas 50% dos valores referentes aos serviços prestados em maio, permanecendo pendente o pagamento do saldo. Além disso, destacaram a ausência de comunicação oficial sobre as datas de pagamento e a preocupação com a competência de junho, cujas notas fiscais ainda não haviam sido solicitadas até a reunião.
Segundo informado aos profissionais pela própria instituição, o saldo de maio deveria ter sido quitado em 20 de julho, mas não foi cumprido, sendo indicado uma nova previsão de pagamento apenas para o dia 10 de agosto.
Ainda de acordo com os relatos dos médicos, a alteração unilateral e sucessiva das datas, sem a efetiva quitação dos valores, intensificou a insegurança financeira dos médicos, que permanecem prestando serviços essenciais sem a correspondente e tempestiva contraprestação.
Ainda na assembleia, também foram discutidas divergências sobre a retirada da produtividade do TRR, a ausência de previsão para pagamento dos serviços prestados em junho, lacunas nas escalas médicas, condições do atendimento infantil e a necessidade de planejamento diante do possível aumento da demanda com o fechamento da Upinha.
Também foram requeridas as seguintes medidas:
- A quitação integral e imediata do saldo referente aos serviços médicos prestados no mês de maio de 2026;
- A apresentação de previsão concreta para emissão das notas fiscais, faturamento e pagamento dos serviços prestados no mês de junho de 2026;
- O estabelecimento de calendário fixo, previsível e transparente para os pagamentos futuros;
- A apresentação de esclarecimentos formais sobre a retirada da produtividade do TRR e os critérios de cálculo adotados;
- A análise dos extratos e comprovantes apresentados pelos profissionais, com a regularização e o pagamento retroativo dos valores eventualmente retirados;
- A regularização das escalas médicas e a apresentação de planejamento para atendimento da demanda assistencial;
- A manifestação formal da instituição, dentro do prazo de 72 horas, informando as providências concretamente adotadas para a solução da situação.
O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso com a categoria e permanece disponível para negociação imediata, ressaltando que a regularização tempestiva do débito poderá evitar o início do movimento e os consequentes impactos sobre o funcionamento da instituição.
Foto: Governo do Ceará
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará