Médicos que atuam nas UPAs geridas pela Viva Rio, em Fortaleza, deliberam paralisação parcial das atividades caso pagamentos não sejam efetuados em até 72h
Em caso de paralisação, serão mantidos os atendimentos indispensáveis aos pacientes classificados como vermelhos e laranjas

O Sindicato dos Médicos do Ceará realizou, nesta segunda-feira (27), uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com os médicos que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) administradas pela Viva Rio,  localizadas nos bairros Cristo Redentor, Vila Velha e Bom Jardim, em Fortaleza. Durante a reunião, os profissionais deliberaram pela paralisação parcial das atividades caso os pagamentos em atraso não sejam quitados em até 72 horas.

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Após a AGE, o Sindicato dos Médicos notificou a Viva Rio, a Viva Saúde e a Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS), comunicando a decisão da categoria e solicitando, além do pagamento imediato dos valores, uma data fixa para o pagamento mensal dos profissionais, observando o limite correspondente ao dia 15 de cada mês.

Entre as reivindicações também constam:

  • O restabelecimento do profissional adicional denominado “flex extra” nas escalas em que a demanda assistencial justifique o reforço;
  • A recomposição das equipes médicas, garantindo quantitativo compatível com o fluxo de pacientes, a complexidade dos atendimentos e a segurança assistencial;
  • A garantia de que nenhum profissional participante da deliberação coletiva seja submetido a ameaça, coação, constrangimento, assédio, desligamento retaliatório ou qualquer outra medida de intimidação;
  • O respeito à deliberação da categoria e a autonomia técnica dos médicos.

No documento, o Sindicato dos Médicos reitera que, em caso de paralisação, serão mantidos os atendimentos indispensáveis aos pacientes classificados como vermelhos e laranjas. Quanto aos pacientes classificados como amarelos, especialmente no eixo pediátrico, deverá ser integralmente preservada a autonomia técnica do médico para avaliação individual do risco de agravamento e definição da conduta assistencial adequada.

Além do atraso no pagamento correspondente ao mês de junho, os médicos relataram ausência de informações claras sobre a previsão de quitação dos valores e inexistência de respostas efetivas por parte das entidades responsáveis. Também foi destacado a redução indevida das equipes médicas, especialmente mediante a retirada do profissional “flex extra”, sem que tenha ocorrido diminuição proporcional da demanda assistencial.

O Sindicato dos Médicos reitera que eventuais tentativas de ameaça, coação ou retaliação serão formalmente documentadas e encaminhadas aos órgãos competentes. Caso a conduta seja praticada por profissional médico, os fatos poderão ser comunicados ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará para apuração da responsabilidade ética correspondente.

“Não havendo a comprovação da regularização integral dos pagamentos no prazo de 72 horas contado do recebimento deste ofício, será iniciada a paralisação parcial deliberada pela categoria, preservados os atendimentos indispensáveis à população e a autonomia técnica dos profissionais”, afirma o presidente do Sindicato, Dr. Edmar Fernandes.

O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso com a categoria e permanece à disposição para uma reunião com os representantes das entidades, desde que acompanhados de uma proposta concreta.

Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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