O Sindicato dos Médicos do Ceará recebeu denúncia de diversos problemas enfrentados pelos profissionais que atuam no Posto de Saúde João Medeiros de Lima, no bairro Vila Velha, em Fortaleza. Entre as questões, episódios de violência e ameaças constantes, sobrecarga e equipamentos defeituosos.
Na última quinta-feira (9), a entidade encaminhou ofício à Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (SMS), solicitando esclarecimentos sobre os problemas relatados, bem como requerendo a adoção de medidas urgentes, principalmente ao reforço de segurança.
Conforme a denúncia, profissionais e pacientes têm sido expostos a episódios recorrentes de ameaças, discussões e violência, incluindo agressões graves entre pacientes dentro do posto que já exigiram intervenção da Polícia Militar. Ainda segundo o relato, médicos e uma funcionária da farmácia teriam sofrido afastamentos temporários por abalo psicológico.
Além disso, a denúncia aponta que ausência de segurança permanente contribui para a repetição dos casos de violência, e que o pedido de viatura fixa da Guarda Municipal foi negado sob o argumento de impossibilidade de atendimento exclusivo a uma única unidade.
Problemas estruturais
Também foram relatados outros problemas estruturais, além da insegurança, como a impressora do consultório médico, que está com defeito há cerca de um mês. Mesmo após sucessivos reparos, o equipamento não funciona, obrigando médicos a deslocarem-se para outras salas e comprometendo o fluxo e a privacidade dos atendimentos.
Outro ponto crítico é a sobrecarga da equipe. A elevada demanda assistencial, somada à falta de profissionais, tem levado médicos a atenderem sem o apoio da enfermagem. Além disso, não há mais vagas disponíveis para consultas eletivas até o próximo ano, o que tem gerado uma pressão diária por atendimento.
No ofício à SMS, o Sindicato dos Médicos cobra medidas urgentes para o reforço da segurança, com a avaliação da presença fixa ou periódica da Guarda Municipal, bem como a criação de protocolo de resposta rápida a situações de ameaça e violência. Também requer a substituição definitiva da impressora; a avaliação do dimensionamento da equipe da unidade; a disponibilização de profissional da enfermagem para apoio aos atendimentos; a análise de alocação de outro médico para a unidade; e a reorganização da agenda, da demanda espontânea e das consultas eletivas, para evitar a sobrecarga e prejuízo assistencial.
“A manutenção de profissionais de saúde em ambiente inseguro, sem estrutura mínima e sob sobrecarga permanente compromete não apenas a saúde e a dignidade dos trabalhadores, mas também a qualidade da assistência prestada à população”, destaca Dr. Edmar Fernandes, presidente do Sindicato dos Médicos.
O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso com a categoria e aguarda por uma resposta formal e urgente como o caso requer.
Foto: Street View
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará