Médicos que atuam na Unidade de Tratamento Especial, no SOPAI, enfrentam recorrentes atrasos nos pagamentos; Sindicato solicita regularização dos valores
Em março houve apenas o pagamento de 50% dos valores devidos, mas parte dos profissionais não recebeu sequer esse percentual

Os médicos que atuam na Unidade de Tratamento Especial (UTE), do Hospital Sociedade de Assistência e Proteção à Infância de Fortaleza (SOPAI), no bairro Carlito Pamplona, vêm enfrentando recorrentes atrasos nos pagamentos desde março. O Sindicato dos Médicos do Ceará tomou conhecimento de que o último mês quitado integralmente à equipe médica foi fevereiro.

Leia mais: Médicos que atuam no SOPAI denunciam redução remuneratória e atrasos de pagamento; Sindicato cobra providências imediatas

Ainda segundo as informações obtidas pela entidade, em março houve apenas o pagamento parcial, correspondente a 50% dos honorários devidos. No entanto, parte dos profissionais sequer recebeu esse percentual.

Inicialmente, a previsão para a regularização dos valores pendentes era até o dia 12 de junho, o que não ocorreu. A situação tem gerado grave insegurança aos profissionais, especialmente diante da ausência de previsibilidade mínima quanto à quitação dos valores devidos, comprometendo a organização financeira, pessoal e familiar dos médicos.

Na última quarta-feira (17), o Sindicato dos Médicos oficiou a direção do SOPAI, solicitando que a instituição adote, com urgência, providências que garantam a quitação do mês de março, bem como o pagamento das pendências de abril até o dia 30 junho.

No ofício, a entidade também pede a apresentação, até o dia 22 de junho, de um cronograma formal contendo as datas previstas para pagamento das competências subsequentes. Além disso, a entidade requer a definição de prazo regular para quitação integral dos honorários médicos mensais, de modo a garantir previsibilidade à equipe, e esclarecimento quanto aos profissionais que não receberam o pagamento parcial referente a março.

“Alertamos que a manutenção do cenário de inadimplência e ausência de cronograma poderá comprometer a composição das escalas futuras, uma vez que os profissionais informaram a possibilidade de comunicar formalmente sua indisponibilidade para novas escalas a partir de 1º de julho de 2026, agravando ainda mais a situação e prejudicando o atendimento pediátrico”, afirma o presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Edmar Fernandes.

O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso com a categoria e reitera a urgência para que as providências sejam adotadas.

Foto: Governo do Ceará/Reprodução

Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

Assine nossa newsletter

Fique atualizado sobre todas as notícias e oportunidades!