O Sindicato dos Médicos oficiou, na última segunda-feira (18), a Secretaria de Saúde de Fortaleza solicitando providências urgentes diante das condições atuais de funcionamento da Unidade de Atenção Primária à Saúde Carlos Ribeiro, especialmente no que se refere ao atendimento da demanda espontânea, à ausência de suporte adequado de enfermagem e à organização do fluxo assistencial da unidade.
De acordo com informações, a unidade vem enfrentando dificuldades recorrentes relacionadas à ausência ou insuficiência de profissional de enfermagem para realização do acolhimento, triagem e classificação de risco dos pacientes que procuram atendimento por demanda espontânea.
Os relatos indicam que pacientes estariam sendo inseridos diretamente na agenda médica, sem prévia triagem adequada, o que compromete a organização do serviço, prejudica a identificação de casos de maior gravidade e aumenta o risco assistencial tanto para os usuários quanto para os profissionais médicos.
A entidade ressalta que o atendimento à demanda espontânea na Atenção Primária à Saúde deve observar fluxos mínimos de acolhimento, escuta qualificada, avaliação de risco e priorização de atendimentos, de modo a garantir segurança, continuidade do cuidado e adequada organização da assistência.
Diante do cenário, o Sindicato dos Médicos solicita à SMS que sejam adotadas providências imediatas para regularizar a equipe de enfermagem necessária à realização do acolhimento, triagem e classificação de risco da demanda espontânea, além de instituir ou apresentar fluxo formal de atendimento da demanda espontânea, com definição clara dos critérios de urgência, emergência, prioridade e encaminhamento.
Solicita ainda a adoção de medidas que impeçam a inserção indiscriminada de pacientes diretamente na agenda médica sem avaliação prévia adequada e que garantam suporte mínimo à equipe médica para atuação segura, organizada e compatível com as diretrizes da Atenção Primária à Saúde.
O Sindicato dos Médicos aguarda retorno da secretaria com agendamento de reunião a fim de tratar da reorganização do fluxo assistencial da unidade.
Foto: Kid Júnior/DN – Reprodução
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará