O Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou ofício à Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (SMS), na última terça-feira (3), solicitando esclarecimentos e providências acerca das condições de trabalho e atendimento na UAPS João Medeiros, em Fortaleza. Durante visita à unidade, o diretor da entidade, Dr. Marcel Áureo, constatou sobrecarga assistencial das equipes, além de condições estruturais inadequadas e ausência de segurança.
Conforme informações obtidas durante a visita, a unidade atende aproximadamente 26 mil pacientes, distribuídos entre três equipes de saúde, correspondendo a uma média superior a 8.500 pessoas por equipe, quantitativo que ultrapassa os parâmetros de população adscrita por equipe previstos nas diretrizes nacionais da Atenção Primária à Saúde.
Conforme os profissionais, a situação tem ocasionado sobrecarga assistencial, dificultando o acesso da população aos serviços de saúde, especialmente em razão da insuficiência de vagas para agendamento de consultas médicas. Além disso, foram relatadas preocupações relacionadas à segurança dos profissionais de saúde, diante da ocorrência de episódios de violência envolvendo pacientes.
Providências
No ofício, o Sindicato dos Médicos solicita a adoção das seguintes providências:
- Avaliação da população vinculada à unidade e da necessidade de ampliação do número de equipes de saúde,
- Avaliação técnica das condições estruturais da unidade, com adoção das medidas necessárias à correção das inadequações identificadas;
- Implementação ou reforço de medidas de segurança, visando à prevenção de episódios de violência e à proteção dos profissionais e usuários;
- Garantia da organização adequada da jornada dos profissionais, com observância dos intervalos de descanso e alimentação previstos no regime jurídico aplicável, sem prejuízo da continuidade da assistência.
O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso com a categoria e aguarda uma manifestação formal da SMS acerca das providências que serão adotadas para garantir as condições adequadas de trabalho.
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará