Na última segunda-feira (5), o Sindicato dos Médicos do Ceará solicitou, por meio de ofício, uma reunião institucional com a secretária da Saúde de Fortaleza, Riane Azevedo, para tratar sobre as atuais condições de trabalho e das dificuldades enfrentadas pelos médicos que atuam nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da rede municipal. A entidade aguarda a indicação de data e horário para o encontro.
Entre as questões a serem discutidas, o Sindicato destaca a insuficiência do número de médicos em determinadas unidades, a dificuldade de reposição das equipes, desligamentos e pedidos de exoneração, além da sobrecarga dos profissionais que permanecem nos serviços.
A entidade também pretende discutir sobre o intervalo prolongado entre consultas e retornos dos pacientes, que tem dificultado a continuidade do acompanhamento assistencial, assim como a delimitação das atribuições dos médicos não especialistas em Psiquiatria, especialmente em unidades que apresentam déficit de profissionais especialistas.
“Além dessas questões, também vamos levar as reivindicações relacionadas à valorização profissional e remuneratória dos médicos que atuam na Rede de Atenção Psicossocial, considerando a complexidade dos atendimentos, as características específicas da assistência em saúde mental e a necessidade de criação de condições que favoreçam a permanência e a atração de profissionais para os serviços”, destaca Dr. Edmar Fernandes, presidente do Sindicato dos Médicos.
O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso com a categoria e se coloca à disposição para discutir medidas capazes de contribuir para o fortalecimento da Rede Municipal de Atenção Psicossocial.
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará