O Sindicato dos Médicos do Ceará recebeu uma denúncia de que uma acompanhante de paciente teria agredido um funcionário e, em seguida, tentado atacar uma médica dentro do hospital Sociedade de Assistência e Proteção à Infância de Fortaleza (SOPAI), em Fortaleza, na última terça-feira (18). O relato aponta ainda que houve ameaças de morte contra a profissional.
Segundo a denúncia, no momento do ocorrido não havia profissionais de segurança nas proximidades e a situação demorou para ser controlada, expondo médicos e demais trabalhadores a um cenário de insegurança e vulnerabilidade.
Em ofício encaminhado à direção do SOPAI, na última quarta-feira (19), o Sindicato dos Médicos manifestou preocupação diante do episódio, destacando que médicos e profissionais de saúde, por atuarem em contato direto com o público, estão sujeitos a conflitos, sendo indispensável a garantia de medidas preventivas e mecanismos de resposta capazes de assegurar a integridade física dos trabalhadores e dos próprios pacientes e acompanhantes.
“Recebemos com preocupação a ocorrência de mais um caso de violência contra médicos. A violência ou ameaça contra profissionais no ambiente de trabalho não pode ser compreendida como risco inerente e inevitável à atividade assistencial, devendo ser objeto de prevenção, gerenciamento e resposta adequada pela instituição responsável pela organização e segurança do ambiente”, afirma Dr. Edmar Fernandes, presidente do Sindicato dos Médicos.
A entidade também solicitou esclarecimentos sobre quais providências seriam adotadas pelo hospital em relação à ocorrência e como se encontra estruturado o serviço de segurança, inclusive quanto à presença de profissionais responsáveis pela segurança durante os diferentes turnos de funcionamento.
Além disso, o Sindicato dos Médicos requer:
- Informação sobre quais são os protocolos atualmente existentes para atuação em situações de agressão, ameaça ou comportamento violento envolvendo pacientes ou acompanhantes;
- Adoção de medidas para assegurar resposta rápida e efetiva em situações que representem risco à integridade física dos médicos e demais trabalhadores, especialmente nos setores de atendimento ao público;
- Avaliação da necessidade de reforço da segurança presencial e dos mecanismos de controle e acionamento de apoio nos ambientes de maior exposição a situações de conflito;
- O fornecimento de orientações claras aos profissionais acerca dos procedimentos internos a serem adotados diante de episódios de ameaça ou violência, inclusive quanto ao acionamento imediato da segurança da unidade e, quando necessário, das autoridades competentes;
- Que seja informado se a ocorrência foi formalmente registrada pela instituição e se houve adoção de medidas destinadas a preservar os profissionais envolvidos e impedir a repetição de episódios semelhantes.
O Sindicato dos Médicos do Ceará permanece à disposição para diálogo visando a construção de medidas que garantam o reforço da segurança dos profissionais e pacientes.
Foto: Reprodução/Governo do Ceará
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará