O Sindicato dos Médicos do Ceará oficiou a secretária municipal de Saúde de Fortaleza, Riane Azevedo, na última quarta-feira (17), solicitando providências para suprir o déficit de médicos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Conjunto Ceará. O número insuficiente de profissionais para atender à demanda foi identificado durante visita à unidade realizada pela entidade na última segunda-feira (15).
Conforme verificado, a UPA vem enfrentando um cenário de superlotação, especialmente no turno da manhã, em razão da insuficiência de profissionais médicos na escala. A situação tem gerado sobrecarga aos médicos em atividade e pode comprometer a qualidade da assistência prestada à população.
De acordo com as informações relatadas durante a visita, a escala do turno da manhã deveria contar com três médicos para atendimento adulto, um médico flex e um pediatra. No entanto, após a saída da profissional que exercia a função de médico flex, a equipe passou a atuar desfalcada, agravando a demanda sobre os demais profissionais.
Também foi informado que, nos setores de Observação e Sala Vermelha, a presença do subchefe, correspondente ao segundo médico da equipe, ocorre apenas às segundas, quartas e sextas-feiras. Nos demais dias, apenas o médico chefe permanece responsável pelo setor, acumulando funções e aumentando a carga de trabalho.
No ofício enviado à SMS, o Sindicato dos Médicos manifesta preocupação com os impactos da deficiência de profissionais sobre a qualidade da assistência, a segurança dos pacientes e as condições de trabalho dos médicos, e solicita que as seguintes providências sejam adotadas com urgência:
- Garantir a cobertura regular da vaga de médico “flex” na porta de entrada da UPA Conjunto Ceará;
- Assegurar a presença de médico-Schefe e subchefe na Observação e na Sala Vermelha em todos os dias da semana;
- Apresentar esclarecimentos sobre a composição atual das escalas médicas da unidade, discriminando quantitativo previsto e quantitativo efetivamente em atividade por turno e setor;
- Informar quais medidas estão sendo adotadas pela SMS para evitar desfalques recorrentes e reduzir a sobrecarga dos profissionais médicos;
- Encaminhar, caso existente, plano de contingência para manutenção da assistência médica adequada em situações de superlotação e ausência de cobertura integral das escalas.
O Sindicato dos Médicos do Ceará reafirma seu compromisso com a categoria e aguarda que as devidas providências sejam adotadas para garantir melhores condições de trabalho aos profissionais.
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará