Sindicato dos Médicos oficia a direção da Policlínica Lusmar Veras solicitando providências urgentes acerca da falta de abastecimento de água na unidade
A situação prejudica diretamente o regular funcionamento dos serviços, compromete as condições mínimas de higiene e biossegurança

O Sindicato dos Médicos oficiou, nesta quinta-feira (14), a direção da Policlínica Dr. Lusmar Veras Rodrigues solicitando esclarecimentos e providências urgentes acerca de relatos recebidos sobre a falta/intermitência no abastecimento de água na unidade.

Conforme informado, a unidade estaria enfrentando problemas recorrentes no fornecimento de água, situação que prejudica diretamente o regular funcionamento dos serviços, compromete as condições mínimas de higiene e biossegurança e torna o ambiente potencialmente insalubre para médicos, demais profissionais de saúde e usuários.

A entidade ressalta que a ausência de abastecimento adequado de água impacta atividades básicas e indispensáveis ao atendimento em saúde, tais como higienização das mãos, limpeza de ambientes, funcionamento de sanitários, descarte adequado de resíduos, medidas de controle de infecção e manutenção da segurança assistencial.

De acordo com os relatos, diante da situação, teria sido repassada orientação no sentido de que, caso o profissional não desejasse permanecer trabalhando nas condições atuais, deveria utilizar banco de horas. Tal orientação, se confirmada, mostra-se absolutamente inadequada e incompatível com a responsabilidade da gestão da unidade, uma vez que não se trata de mera opção individual do trabalhador, mas sim de ausência de condições mínimas e seguras para o exercício profissional e para o atendimento à população.

O Sindicato dos Médicos reforça que é dever da direção assegurar ambiente de trabalho adequado, salubre e seguro, não podendo transferir aos profissionais o ônus decorrente da falta de estrutura básica da unidade. A eventual impossibilidade de funcionamento regular por ausência de água deve ser enfrentada pela Administração com providências concretas de regularização, readequação ou suspensão dos atendimentos incompatíveis com a situação, e não mediante imposição de prejuízo funcional aos trabalhadores.

Diante do cenário, a entidade solicita que a direção da policlínica informe qual a causa da falta ou intermitência no abastecimento de água na unidade, quais medidas já foram adotadas para regularização definitiva da situação, quais critérios estão sendo utilizados para manutenção dos atendimentos durante os períodos de desabastecimento.

A entidade pede ainda que a direção esclareça se houve comunicação formal à Secretaria Municipal da Saúde e aos órgãos competentes acerca do problema, se procede a orientação de utilização de banco de horas pelos profissionais que não aceitem permanecer trabalhando e qual fundamento administrativo, jurídico ou normativo teria embasado eventual orientação nesse sentido.

O Sindicato dos Médicos reafirma seu compromisso com a categoria e aguarda que sejam adotadas providências imediatas para assegurar condições adequadas de trabalho e atendimento, com a devida comunicação aos profissionais da unidade sobre as medidas implementadas.

Foto: Camila Lima/Reprodução

Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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