A Federação Nacional dos Médicos realizou, na última terça-feira (7), uma assembleia com sindicatos médicos e profissionais vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares para discutir o Acordo Coletivo de Trabalho da categoria.
O encontro deu continuidade às assembleias anteriores e integra o estado de assembleia permanente, que vem sendo mantido para acompanhar e avaliar o andamento das negociações com a empresa.
Entre os principais pontos do acordo discutido, está o reajuste salarial com base em 100% do INPC, índice que gira em torno de 3,9% a 4%. Além disso, o texto contempla a atualização de benefícios sociais, como vale-refeição, plano de saúde e auxílio-creche, todos com reajuste equivalente ao aplicado aos salários.
O acordo também traz avanços importantes nos direitos sociais. Entre eles, destaca-se a criação de uma cláusula de proteção às médicas vítimas de violência, que prevê o pagamento de um auxílio correspondente a 25% do salário, além da possibilidade de mudança de local de trabalho como forma de garantir segurança. Outro ponto relevante é a ampliação da licença-paternidade, que passa a ser de 20 dias.
Durante a assembleia, a FENAM orientou pela aceitação da proposta. A recomendação levou em consideração a audiência de conciliação realizada na tarde desta terça-feira no Tribunal Superior do Trabalho, onde a EBSERH manteve os termos apresentados aos trabalhadores.
Na ocasião, o TST alertou que, caso não houvesse a formalização do acordo até a próxima quinta-feira, o dissídio coletivo seria julgado. Segundo avaliação apresentada, havia o risco de a empresa passar a defender um reajuste inferior, de apenas 80% do INPC.
Diante desse cenário, a proposta foi aprovada por unanimidade pelos participantes da assembleia.
Fonte: FENAM