UPA Canindezinho funciona com superlotação devido a dificuldades na regulação dos pacientes graves; Sindicato dos Médicos oficia ISGH solicitando providências
O cenário tem ocasionado sobrecarga assistencial e deslocamento de responsabilidades incompatíveis com a capacidade estrutural da UPA

O Sindicato dos Médicos encaminhou ofício ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), na última sexta-feira (27), solicitando providências acerca da superlotação da UPA Canindezinho.

Em recente visita de fiscalização realizada pela entidade, foi constatado que a unidade tem operado com frequência em situação de superlotação, com permanência de pacientes em estado grave por dificuldades no processo de regulação para unidades de maior complexidade. Tal cenário tem ocasionado sobrecarga assistencial e deslocamento de responsabilidades incompatíveis com a capacidade estrutural da UPA.

Verificou-se, ainda, fragilidade no dimensionamento da equipe médica, especialmente no que se refere à condução de casos críticos, diante da concentração de atribuições em um único responsável por plantão, o que compromete a capacidade de resposta em situações simultâneas de alta complexidade, elevando o risco assistencial e a possibilidade de eventos adversos.

Diante do cenário, o Sindicato solicita ao ISGH a implementação de segundo médico na função de chefia ou subchefia por plantão, assegurando adequada divisão de responsabilidades e maior suporte à equipe assistencial e a reavaliação do dimensionamento da equipe médica, considerando o perfil de gravidade dos pacientes atendidos.

A entidade solicita ainda a adoção de medidas para aprimoramento dos fluxos de regulação, a fim de reduzir a permanência prolongada de pacientes graves na unidade, e a avaliação da viabilidade de implantação de programas de formação em urgência e emergência, com supervisão qualificada, como forma de fortalecimento da assistência.

O Sindicato dos Médicos reforça seu compromisso com a categoria e aguarda a regularização do funcionamento da UPA Canindezinho com a adoção das devidas providências.

Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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