Durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada na última segunda-feira (16), os médicos do Time de Resposta Rápida (TRR) da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza deliberaram pela paralisação parcial das atividades em decorrência do atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de maio, bem como outras irregularidades que atingem diretamente os direitos trabalhistas da categoria.
Nesta terça-feira (17), o Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou ofício ao provedor da Santa Casa, Vladimir Spinelli, à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e à Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS), informando sobre a decisão de paralisação, que deverá ser iniciada em 72 horas corridas após o envio do comunicado.
A assembleia foi realizada pelo Sindicato dos Médicos, de forma virtual, e tratou também sobre a ausência de recolhimento do FGTS nos últimos cinco anos, inadimplência de três meses de INSS em 2023 e férias vencidas e não quitadas.
Além disso, os médicos relataram comunicação sobre o fechamento da UTI e suposto encerramento completo das atividades da Santa Casa, gerando insegurança quanto à continuidade dos vínculos empregatícios, como também a ausência de comunicação oficial por parte da administração hospitalar sobre os problemas enfrentados.
Diante das irregularidades, os médicos deliberaram, por maioria, pela deflagração de uma paralisação parcial das atividades, mantendo o atendimento a intercorrências e serviços de urgência e emergência, de modo a não comprometer a assistência essencial à população.
Os profissionais também solicitaram ao Sindicato dos Médicos acionar o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), o Ministério Público do Trabalho (MPT), para que sejam adotadas medidas imediatas que assegurem os direitos trabalhistas e evitem o colapso da prestação de serviços médicos na instituição.
Providências
Aos entes mantenedores da Santa Casa de Fortaleza, o Sindicato dos Médicos solicitou ainda: informações acerca de conhecimento prévio acerca da atual situação da Santa Casa; esclarecimentos sobre quais medidas estão sendo adotadas pelo Estado do Ceará diante da crise trabalhista e estrutural da unidade; e atuação de forma coordenada com os demais entes públicos para garantir a manutenção dos serviços e a preservação dos direitos médicos envolvidos.
O Sindicato dos Médicos do Ceará reitera disposição em colaborar para o diálogo institucional, na busca de soluções efetivas e respeitosas aos profissionais de saúde.
Foto: Reprodução/Secult
Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará