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Sindicato dos Médicos oficia Ministério da Saúde e MPCE solicitando prioridade na vacinação contra a Covid-19 aos acadêmicos de Medicina

O Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou, na última terça-feira (08), um ofício ao Ministério da Saúde e ao Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), no qual solicita aos referidos órgãos que os acadêmicos de Medicina sejam contemplados na prioridade da vacina contra a Covid-19 no Estado do Ceará. A entidade destaca que os estudantes do período de internato, ao executarem serviços de atendimento à população em hospitais e postos de saúde, também estão correndo risco de exposição ao novo coronavírus. 

Ainda na terça-feira, o Sindicato convocou os estudantes a realizarem um cadastro para que os nomes sejam incluídos na lista prioritária de vacinação. Em menos de 24 horas, mais de 700 acadêmicos se cadastraram. 

No ofício, o Departamento Jurídico do Sindicato questiona o fato de que o grupo, também considerado prioritário por estar na linha de frente no combate à pandemia, não ter sido incluído no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. A entidade lembra que o curso de Medicina é dividido em três momentos distintos: ciclo básico, ciclo clínico e internato, com duração média de dois anos cada. No internato, é quando os estudantes passam a atender em hospitais ou postos de saúde. 

No entanto, sem vacina, não apenas esses estudantes que já realizam atendimento estão sendo expostos ao vírus, como os demais estão sendo prejudicados sem acesso a aulas teóricas e práticas presenciais, suspensas desde o início da pandemia. O Departamento Jurídico reforça que, apesar de o ensino remoto suprir a demanda de aulas teóricas, não é o suficiente para a formação adequada de um profissional da saúde, pois a graduação médica é essencialmente prática. 

Ainda de acordo com o Departamento Jurídico, adiar a vacinação desse grupo implica menos aulas práticas, menos atendimentos à população, menor capacitação para os médicos em formação e maior insegurança para o estudante e o paciente.

Direito

O Sindicato destaca que a reivindicação de vacinação para os acadêmicos de Medicina é, além de uma necessidade, um direito com respaldo dos documentos oficiais das principais instituições públicas envolvidas. Portanto, teoricamente, os acadêmicos da área da saúde, estão previstos como prioridade na vacinação contra Covid-19, evidenciado pelo cadastro estadual de vacinação e pelo Ministério da Saúde, que incluem “Acadêmicos em Saúde e estudantes da área técnica em saúde hospitalar, atenção básica, clínicas e laboratórios” na primeira fase de vacinação.

A entidade reforça que está monitorando ativamente as informações sobre a Covid-19 e sua consequência à classe médica, com a finalidade de resguardar os profissionais que, incansavelmente, estão trabalhando na linha de frente no combate à doença. 

“O Sindicato entende e defende o clamor dos estudantes de Medicina para priorização no plano de vacinação contra a Covid-19, e etá trabalhando para garantir a vacina para esse grupo o quanto antes. Esses estudantes também estão na linha de frente, se arriscando para atender a população e, além disso, estão com suas aulas práticas comprometidas sem as aulas presenciais, o que atrapalha diretamente em uma formação de qualidade”, afirma o Diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato, Dr. Gleydson César Borges.

Fonte: Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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