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Campanha pede proteção dos profissionais da saúde e divulga denúncias

O Sindicato dos Médicos do Ceará lança, nesta sexta-feira (20), uma campanha pela proteção da categoria e demais profissionais da saúde em atuação no enfrentamento ao coronavírus (SARS-COVID-19). A entidade tem recebido, em média, 20 denúncias diárias, relacionadas, à escassez ou inexistência de equipamentos de proteção individual, falta de orientações claras sobre a adequada utilização destes, bem como outros assuntos que foram apresentados na última quarta (18), em forma de pauta de reivindicações, às autoridades locais (Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza, Secretarias de Saúde do Estado e Fortaleza, além do Ministério Público Estadual).

Sem respostas por parte das referidas autoridades, o Sindicato segue monitorando, ativamente, informações sobre a evolução do COVID-19 e, mais uma vez, encampa uma série de ações em defesa da atividade médica e da Medicina de qualidade, proteção e dignidade de profissionais e pacientes, sobretudo, daqueles em condições de vulnerabilidade. A campanha contempla, além da disponibilização dos canais da entidade para o recebimento de denúncias, a divulgação destas com o intuito de cooperar com ações mais rápidas e efetivas por parte do poder público, bem como a veiculação de peças publicitárias em emissora de Rádio (Jangadeiro FM 88,9) e Internet, que visam alertar a população sobre os problemas enfrentados pelos profissionais no exercício de suas funções.

A campanha também conta com peças de repúdio à iniciativa de deputados estaduais que, em meio ao grave momento de calamidade pública no Estado no País, começaram a votar, nesta sexta, em sessão virtual, matérias de interesse da categoria médica, sem ampla discussão e transparência.  

Das mídias
Spot de Rádio – o locutor cita lugares onde há silêncio, por estarem vazios, se contrapondo ao barulho de unidades de saúde, que se encontram lotadas e onde os profissionais pedem ajuda.
Enquanto a maioria das famílias está em casa, nós, médicos e profissionais de saúde, estamos lutando para salvar vidas. Só não podemos atuar de qualquer jeito. Necessitamos de máscaras, luvas e condições mínimas de trabalho. É somente isso que pedimos ao Governador e às Prefeituras. Não apenas para preservar nossas próprias vidas, mas para podermos salvar muito mais gente. Sindicato dos Médicos do Ceará”.

Confira os vídeos da campanha:

Confira os banners da campanha:

POST A

coronavirus aplausos

  

Para o presidente do Sindicato, Dr. Edmar Fernandes, “este é um momento novo na Medicina, na Saúde mundial. Os médicos e os demais profissionais que estão na linha de frente para combater esta pandemia, salvando vidas, precisam de pleno apoio e respeito de todos, especialmente, do poder público, cuja responsabilidade primária é fornecer informações e materiais para que seja seguro o exercício da atividade profissional. Estamos trabalhando incansavelmente, mas precisamos de condições dignas para que não nos tornemos hoje os vetores e os doentes de amanhã”.

Reivindicações urgentes
Em ofício entregue e protocolado às autoridades, o Sindicato solicita “a urgente resolutividade” para as seguintes questões:
1. No âmbito dos profissionais (médicos e demais colaboradores atuantes nas unidades de Saúde):
a. Garantia no fornecimento de Equipamento de Proteção Individual (EPI): luvas, avental de mangas longas (impermeáveis e descartáveis), óculos de proteção (são essenciais, pois se sabe que a contaminação pode ser conjuntiva), máscaras N-95, PFF2 ou superior, e álcool em gel nos ambientes, enquanto durar a pandemia;
b. Treinamento adequado e extensivo (para todos os profissionais envolvidos) quanto à correta utilização e descarte dos equipamentos e no intuito destes seguirem as diretrizes epidemiológicas das autoridades sanitárias locais e nacionais (Secretarias e Ministério da Saúde);
c. Salvaguarda para os grupos de risco – gestantes, idosos (acima de 60 anos, principalmente diabéticos e hipertensos), pessoas com doenças respiratórias crônicas e imunudeprimidos (em hemodiálise e quimioterapia, por exemplo) – analisando-se, a possibilidade de dispensa dos serviços e ou realocação para áreas que não tenham contato direto com pacientes infectados;
d. Garantia à imunização contra influenza, caso tais profissionais ainda não estejam imunizados;
e. Suspenção dos serviços eletivos e a restrição dos atendimentos ambulatoriais, excetuando-se os casos em que a ausência destes represente agravo à saúde dos pacientes;
f. Avaliar a possibilidade, se necessário, do recrutamento de médicos de outras especialidades e a antecipada colação de grau de estudantes de medicina no último ano de formação (internato);
g. O envio, para o Sindicato, de informações periódicas (diariamente) referentes à jornada de trabalho dos profissionais médicos (incluindo a possibilidade de atenuantes em casos de registros de ponto) e instruções normativas relevantes.
2. No âmbito da população:
a. Ampliar a orientação educacional quanto às posturas de prevenção, reforçando-se a necessidade de seguir medidas restritivas (isolamento), de mudança de hábitos, de maximizar a rotina de higienização pessoal e no tratamento com o próximo, quando necessário;
b. Reforçar a importância do cuidado com os grupos mais vulneráveis (já citados acima);
c. Orientar, disponibilizar e alertar para que apenas fontes confiáveis de informação – das autoridades sanitárias locais e nacionais – sejam acessadas neste período de pandemia.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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