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Sem estrutura, emergência do HGF restringe atendimento a casos com risco de morte e Sindicato notifica entidades solicitando providências

O Sindicato dos Médicos do Ceará, por meio de sua Assessoria Jurídica, notificou, nesta quinta-feira (16), a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), o Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec) e a Direção da Divisão Médica do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), solicitando esclarecimentos e providências sobre a decisão de restringir, em caráter temporário, os atendimentos a pacientes de busca espontânea, com exceção de pacientes classificados como vermelho no protocolo de Manchester – considerados gravíssimos, com necessidade de atendimento imediato e rico de morte. A entidade sindical é a primeira a se manifestar sobre essa grave situação no HGF, considerado o maior hospital público da rede estadual e centro de referência para o Norte e Nordeste no tocante à assistência de alta complexidade.

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A notificação do Sindicato acontece depois de a entidade tomar ciência do Memorando nº 30/2018 encaminhado, no último dia 7 de agosto, pela Coordenação Geral do Serviço de Emergência do HGF à Direção da Divisão Médica do hospital, no qual está descrito a superlotação na unidade de saúde: “considerando a superlotação da emergência nos últimos dias; considerando que estamos trabalhando muito além da nossa capacidade; considerando que hoje [dia 7 de agosto] temos cerca de 167 pacientes na observação 1(corredor) (...) solicito que seja restrito o atendimento da emergência exclusivamente a pacientes vermelho de demanda espontânea”.

Ainda segundo o documento, estão alocados 5 pacientes na sala de parada, 8 na estabilização; e 16 na observação III, locais onde deveriam estar apenas pessoas em estado crítico: “Considerando que além dos locais acima [citados], estamos com pacientes extras na pequena cirurgia, onde não deve ficar nenhum, pois é local apenas de procedimento; contando todos os leitos cadastrados e os não cadastrados da emergência, temos cerca de 274 pacientes; considerando que, com esta quantidade de pacientes o atendimento com a qualidade desejada fica prejudicado, podendo acarretar em sérios eventos adversos”, destaca o memorando ao justificar a medida de restrição.

“Diante do caos exposto, pedimos esclarecimentos sobre essa grave situação, a fim de que esta seja resolvida o quanto antes, tendo em vista a importância do pleno funcionamento do Hospital, que tem o dever de atender a demanda da população, sem restrições, assim como garantir aos profissionais de saúde uma boa estrutura para um atendimento digno e com qualidade”, enfatiza o presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Edmar Fernandes.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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