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Denúncia: atendimento pediátrico enfrenta cenário caótico em Fortaleza

Elas possuem poucos anos de vida, mas já sofrem com o descaso do poder público quando precisam de ajuda. As crianças são, hoje, o público mais afetado com a crise vivenciada dia após dia na saúde. Em visita ao Hospital Infantil de Fortaleza Dra. Lúcia de Fátima (HIF), o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Dr. Edmar Fernandes, presenciou um cenário que caracteriza a falência na pediatria pública do Estado. Sem leitos, as crianças se amontoam em macas no auditório da unidade. No Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), a situação é semelhante, mas são os corredores que os acolhem.

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Nos últimos 10 anos, segundo dados do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil (CNES), o Ceará perdeu 540 leitos pediátricos, sendo 320 deles somente em Fortaleza. O último hospital a fechar leitos infantis foi o Gonzaguinha da Barra do Ceará “O impacto dessa perda é enorme e, infelizmente, as expectativas não são boas. Temos a informação de que o Croa, responsável por atender 300 crianças ao mês, será fechado pela gestão municipal, que anunciou a construção do Hospital da Criança, ou seja, os leitos infantis não serão ampliados, mas sim realocados”, alerta Dr. Edmar Fernandes.

Referência no atendimento pediátrico, o Hias também sofre com deficiências graves. No último levantamento do Sindicato dos Médicos, divulgado em junho, 14 crianças estavam internadas nos corredores da unidade, enquanto isso 14 leitos aguardam a liberação de verba para receberem pacientes no Centro Pediátrico do Câncer. Nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e postos de saúde, a pediatria também enfrenta problemas: equipes de profissionais reduzidas, falta de medicamentos e estruturas físicas comprometidas são algumas das dificuldades verificadas in loco pela entidade.

Prestar um atendimento digno na pediatria é demonstrar que o poder público se importa com o ser humano, por isso estamos trabalhando firme para que as crianças tenham garantido o seu direito de acesso à saúde e que as gestões cumpram a sua função”, destaca Dr. Edmar Fernandes.

O Sindicato dos Médicos oficiou, no último dia 02 de julho, a direção do Croa e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) solicitando esclarecimentos e providências sobre a situação da unidade de saúde. Até o momento, a entidade não recebeu retorno.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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