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Sem leitos suficientes, Hospital de Messejana tem atendimento à população prejudicado

Carlos Alberto Soares de Araújo, 45 anos, paciente acometido por uma disfunção no ventrículo esquerdo, que provoca sérias crises de cansaço e inchaço nas pernas. Com esse quadro clínico, ele procurou, na tarde da última sexta-feira (3), atendimento no Hospital Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (Hospital de Messejana). No entanto, conforme relato do próprio paciente, mesmo com indicativo de internação, o médico precisou limitar-se à prescrição de medicamentos e encaminhamento do caso à outra unidade de saúde.

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Muita gente estava chegando e sendo encaminhada para as UPAS [Unidades de Pronto Atendimento]. Segundo o médico que me atendeu, as ordens diziam que era para receber apenas pessoas muito graves, que estavam quase morrendo, por conta da superlotação. Os comentários que escutamos nos corredores era que os atendimentos ficariam suspensos por 48 horas. Tanto, que o médico pediu para eu tomar a medicação e voltar às 13 horas do sábado [dia 4], quando tudo ficaria normalizado”, relata o Sr. Carlos Alberto, que agora terá que dispor de atendimento médico particular, porque ainda não conseguiu abertura de prontuário no Hospital de Messejana, considerado referência do Estado no tratamento de pacientes acometidas de doenças cardiovasculares e pulmonares.

O relato acima se contrapõe ao conteúdo do Ofício nº 263/2018, enviado pela direção do hospital ao Sindicato dos Médicos do Ceará, na última segunda-feira (6). O documento, em resposta à notificação da entidade sindical sobre o Memorando nº 70/2018, informa: “apesar da superlotação e todas as dificuldades enfrentadas, não concretizamos o fechamento da Unidade de Emergência deste Hospital, conforme noticiado. O que, de fato, ocorreu foi uma otimização da triagem médica, no período das 19:00 às 23:00 horas, do dia 02/08/2018 (quinta-feira), com a orientação aos pacientes fora de perfil e de baixa complexidade a procurarem demais serviços de emergência do sistema”.

Apesar da negativa, há relatos, como o do Sr. Carlos Alberto, de pacientes que buscaram a unidade de saúde e não conseguiram a internação, mesmo sob recomendação médica.

“Vamos continuar acompanhando a preocupante situação do Hospital de Messejana. Toda unidade de saúde deve funcionar adequadamente e, assim, garantir que o paciente seja atendido com dignidade e os médicos tenham condições apropriadas para exercer o seu trabalho”, destaca o presidente do Sindicato, Dr. Edmar Fernandes.

Corredômetro
Ainda na resposta enviada ao Sindicato, a Direção do Hospital de Messejana informa que “a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) agilizou o funcionamento de mais 24 novos leitos, junto à empresa responsável pela estruturação física do Posto IV, da Unidade de Emergência, minimizando os efeitos da superlotação”. 

Contudo, a carência permanece. Nesta quinta-feira (9), o Corredômetro revela 58 pacientes sem leitos adequados, ‘alocados’ nos corredores do hospital.

Para entender o caso
Na última sexta-feira (3), o Sindicato dos Médicos do Ceará notificou a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), o Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec) e a Direção do Hospital de Messejana solicitando esclarecimentos e providências sobre a decisão de suspender, no período das 13h de quinta-feira (2) até às 13h de sábado (4), os atendimentos a pacientes de busca espontânea, com exceção dos casos de infarto agudo do miocárdio com supra, bloqueio atrioventricular total sintomático ou risco imediato de morte.

A notificação ocorreu depois de a entidade tomar ciência do Memorando nº 70/2018 encaminhado pela Direção Geral à Chefia da Unidade de Emergência do hospital. Segundo o documento, a medida tinha o objetivo de proteger os pacientes internados e os profissionais de saúde que atuam no referido setor, “em função da total incapacidade de atendimento da demanda explosiva da Emergência, caracterizada pela inexistência de sequer um leito vago e após aquiescência do Sr. Secretário Estadual de Saúde, Dr. Henrique Javi”.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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