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Sem respostas da Prefeitura, médicos da Atenção Básica de Fortaleza decidem paralisar atividades

Os médicos da Atenção Básica de Fortaleza decidiram, por unanimidade, em Assembleia Geral Extraordinária, realizada na última quinta-feira (2), no Sindicato dos Médicos do Ceará, paralisar as atividades por 24h, no próximo dia 03 de setembro.  A decisão ocorre em virtude da inércia da Prefeitura Municipal diante do Ofício n° 083/2018, enviado em 20 de julho, no qual foram dispostas importantes reinvindicações relacionadas, sobretudo, à insegurança nos postos de saúde da Capital, locais de constantes atos de violência contra os profissionais e pacientes.   
 
 
A Prefeitura de Fortaleza não tem demonstrado interesse e nem sensibilidade para dialogar sobre a pauta de reivindicações da categoria, a despeito das inúmeras tentativas de negociação dos profissionais com a gestão, via atuação do Sindicato por meio do diálogo propositivo, mobilizações e ações da Campanha Saúde Precisa de Segurança, cujo objetivo é alertar as autoridades e a sociedade sobre a insegurança de pacientes e médicos no exercício da profissão. Inclusive, ciente da gravidade da situação, o Sindicato solicitou, em julho de 2017, à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS), a inclusão de unidades de saúde – com recorrentes casos de violência registrados – no Programa “Ceará Pacífico”. 
 
O presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Dr. Edmar Fernandes, destaca que, mesmo diante de toda essa mobilização em torno do assunto, a Prefeitura não se manifesta. Por conta disso, os profissionais, com o apoio do Sindicato e de outras entidades, como o Sindicato dos Odontologistas do Ceará (Sindiodonto), optaram por paralisar. “Nós vamos entrar em contato com todos os médicos da Atenção Básica, com o Conselho Municipal de Saúde e com os Conselhos locais de cada posto. Nossa atuação é em prol da garantia da segurança, da valorização da atividade médica, da saúde e da dignidade dos médicos e dos pacientes”, declara.
 
Durante a paralisação, a categoria seguirá as previsões legais, mantendo 30% dos profissionais médicos em atividade, desde que a Prefeitura retorne, imediatamente, com a disponibilidade de equipes especializadas e devidamente disponibilizadas por empresas de segurança.   
 
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará
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